segunda-feira, 31 de maio de 2010

E-Portfolio: Nota final

Chega então ao fim o meu E-portfolio. Tentei exprimir ao máximo a minha opinião, não só sobre os trabalhos realizados, mas também sobre o decorrer da cadeira em si. Julgo ter também explicado em que medida cada trabalho contribuiu para a minha valorização como aluno e que competências foram mais desenvolvidas no decorrer das tarefas. Queria congratular também os professores por terem a ideia de adaptar o Portfolio a um formato digital, que para além de ser mais moderno e prático, acaba por ser também mais amigo do ambiente.

Agradecendo pelo empenho e disponibilidade ao longo do semestre de todos os docentes, especialmente o professor Rui Lourenço que sempre se esforçou ao máximo para explicar da melhor forma tudo o que era relacionado com os conteúdos e em atender às duvidas dos alunos,

Nuno Castro Almeida

Hetero-Avaliação

Analisando o que foi a cadeira de Projecto Multidisciplinar I este semestre, penso que a cadeira teve algum interesse na perspectiva dos alunos. Por estar a repeti-la pela segunda vez, penso ter uma perspectiva, de certa forma, previlegiada sobre o que foi esta cadeira ao longo do semestre. Considero que, efectivamente, a cadeira melhorou face ao ano passado. Perdeu conteúdos que eu na altura considerei, de facto, supérfulos e sem grande interesse, e por outro lado os trabalhos propostos tiveram muito maior propósito, profundidade e valor. Acho portanto que foi uma experiência positiva e que, apesar de notar maiores melhorias nas minhas competências em PM II do que nesta cadeira, um aluno sai valorizado desta experiência de aprendizagem.

Auto-Avaliação

É sempre muito mais difícil avaliarmo-nos a nós próprios do que aos outros, no entanto neste contexto parece-me ser um elemento importante a constar no blog.
Apesar de não ter sido um aluno 100% exemplar, na perspectiva de ter falhado alguns trabalhos ao longo do semestre, tentei de certa forma compensar isso com uma qualidade elevada nos que realizei. O facto de estar a repetir a cadeira fez com que me aplicasse mais este ano, sendo que, no final deste semestre, dou muito mais valor a Projecto Multidisciplinar I do que dava antes. Na perspectiva da participação nas aulas, penso que intervi sempre de forma oportuna, apesar de ser uma pessoa que prefere ouvir o que se diz com atenção, antes de ponderar fazer qualquer comentário. Faço esta avaliação ainda sem saber a nota do teste, mas fazendo um balanço do que foi este semestre penso que tive um desempenho positivo e que não seria pouco razoável ter uma boa nota. Obviamente, com o devido respeito á opinião do professor.

Fim dos trabalhos

Com este post acaba a colocação dos trabalhos. Não realizei todos de facto, mas na generalidade penso que estes foram bem conseguidos, abrangendo diferentes áreas da produção escrita e ainda estimulando outras capacidades, desde as mais analíticas e formais às mais criativas.

Coerência e Coesão

Analisando a página 23 do relatório de sustentabilidade da Chamartín, empresa imobiliária, conseguimos realizar uma identificação das regras de coerência e coesão no seu texto, através de uma análise macro-estrutural detalhada.

Progressão: De forma a garantir a coerência de um texto, este deve progredir, tal
como diz a palavra, ou seja, deverá haver uma constante renovação do sentido da mensagem que se está a tentar transmitir. De outra maneira, apenas parecerá que se está a dizer a mesma coisa, mas por diferentes palavras. No caso do texto analisado, consegue perceber-se essa preocupação, na medida em que, por exemplo, após ser apresentado o objectivo da Chamartín, o texto desenvolve-se com a apresentação das acções que serão tomadas e que podem levar á realização deste.

Repetição: Uma importante parte de um texto coerente é que este contenha elementos de recorrência. Isto permite criar interligação ao longo do texto, acabando por torná-lo mais completo também. Neste caso, pode observar-se isso na repetição recorrente do objectivo da Chamartín.

Relação: Quando se fala em relação, fala-se sobretudo da contextualização que se faz dos factos ao longo de um texto. Estes têm obrigatoriamente de estar relacionados entre si e de se integrarem de acordo com o sentido que o texto leva, de outra forma este torna-se desconexo e incoerente. No caso do relatório em análise isto foi bem conseguido, na medida em que os seus objectivos são expostos de forma clara e organizada, entrando em acordo com a ideia apresentada.

Não-Contradição: Esta regra acaba por complementar de certa forma a anterior, já que também garante que o texto tenha sentido para o leitor. Tal como o constatado em cima, a Chamartín não aparenta cometer o erro de se contradizer, sendo óbvio que o tamanho do texto analisado também desempenha um factor de relevo nesta análise.


Análise Macro-estrutural: Genérica das páginas 41-45

Após feita a análise genérica das páginas indicadas, acaba por chegar-se basicamente às mesmas conclusões que foram tiradas da análise em detalhe da página 23. As regras de coerência e coesão continuam a ser mantidas, destacando-se claramente as intenções que a Chamartín tem com o seu novo Código de Ética. Apesar de ser um texto, tipicamente de interesse relativo, a empresa conseguiu que este seja um texto coesa, já que é de leitura fácil.

Reflexão: Considero que este talvez tenha sido um dos trabalhos mais técnicos. Quando diz isto refiro-me á evidente necessidade de observar textos relativamente extensos, e conseguir, para além de condensar a informação mais importante, identificar os recursos ou marcas escritas pretendidas, como as regras de coerência. Ao mesmo tempo que isso foi feito, penso que agora será muito mais fácil ter em mente essas regras, apesar de considerar que essas já devem ser, de certa forma, inerentes, á capacidade escrita de um aluno universitário. A minha conclusão é, no entanto, que este foi provavelmente um dos trabalhos mais úteis que nos foram propostos. Este foi outro dos trabalhos que não realizei no período de avaliação, mas fico contente por tê-lo feito agora, sendo que de facto parece-me ter sido um dos trabalhos mais importantes.

Retórica e Metáforas

1- Atributos reconhecidos na Máfia:


• União
• Sacrifício e devoção individual para atingir objectivos colectivos
• Colectivo sempre superior ao indivíduo
• Respeito e compromisso
• Forte hierarquização e respeito pela mesma
• Planeamento estratégico

2- Símbolo metafórico:



3- Justificação:

Este símbolo pretende representar todos os atributos apresentados como inerentes á Máfia.
Primeiramente, o fundo. Este é preto, já que simboliza a realidade plena de adversidades em que a organização tenta singrar, assim como um quase permanente estado de luto, devido aos membros que vão sacrificando a sua vida por ela.
Prosseguindo com a descrição, denotamos que as mãos assumem um papel de suporte para a pirâmide, simbolizado a união e a força de trabalho que move a Máfia, todos os indivíduos se sacrificam e se comprometem com a mesma causa para suportar a organização.
A pirâmide é o elemento central da imagem. Esta simboliza a forte hierarquização, onde cada tijolo tem de estar no devido lugar para que a pirâmide não se desmorone. De notar também o segmento triangular destacado no cimo da pirâmide com um olho, o chamado “all-seeing eye” – o olho que tudo vê. Esta parte assume um carácter muito especial, aqui está representado o chefe da Máfia, é o topo da pirâmide, o topo da hierarquia, que vê e sabe tudo o que se passa dentro dela, liderando, organizando e planeando tudo o que for relacionado com a organização.

Reflexão: Primeiramente queria desculpar-me pela possível má visibilidade do símbolo metafórico, mas era a única forma que dava para o colocar. Quanto ao trabalho, este foi mais um que apelava muito mais ao nosso lado criativo e que, portanto, me agradou bastante, não tendo custado muito de realizar. De facto este exercício é muito interessante na perspectiva de espicaçar os nossos sentidos criativos, analíticos e de perspicácia, pois apesar de ser interessante, não significa que seja fácil associar uma imagem a um conjunto de características.

Trabalho de Meio do Semestre

Por razões "logísticas" não colocarei o trabalho integralmente, deixando de fora a capa, indice, bibliografia, etc.. O mesmo se aplica aos gráficos colocados no trabalho, que infelizmente não consigo transferir para aqui. No entanto aqui fica o corpo do trabalho que respondia á questão de Macroeconomia.



Introdução

O modelo AS-AD costuma ser utilizado para analisar os efeitos de choques da oferta e da procura na economia, assim como para ilustrar as consequências da utilização de políticas económicas de estabilização. Esta análise pode ser feita tanto no curto prazo como no médio prazo. Em regra, o curto prazo pressupõe a existência de rigidez nominal e/ou, de informação imperfeita, o que está na origem de uma oferta agregada de curto prazo positivamente inclinada. O médio prazo pressupõe que todas estas imperfeições são eliminadas, daí resultando uma AS particular.


AS de Médio Prazo

A oferta agregada de médio prazo pressupõe a existência de perfeita flexibilidade de preços e salários, assim como a existência de perfeita informação. É uma oferta agregada vertical para a produção correspondente ao nível de emprego, que equilibra o mercado de trabalho e que corresponde à taxa de desemprego natural (un). Assumindo que as empresas formam os seus preços (P) aplicando uma margem (markup = µ) sobre os custos salariais (W) e que os salários (W) dependem (negativamente) da taxa de desemprego (u), do nível de preços esperado (Pe) e de outros factores que influenciam o salário de reserva dos trabalhadores (z), o equilíbrio no mercado de trabalho no médio prazo (P=Pe) pode ser representado da seguinte forma:

À taxa de desemprego que equilibra o mercado de trabalho (un0) corresponde um nível de emprego e uma produção (Yn0) que não depende do nível de preços da economia (dado que qualquer variação de P implicará uma variação na mesma proporção dos salários nominais deixando inalterado o salário real) e, por isso, a AS de médio prazo é vertical para esse nível de produção.


Aumento do Preço da Electricidade

Um aumento do preço da electricidade trará um acréscimo de custos à generalidade das empresas na economia. Em consequência estas terão de aumentar a margem que praticam sobre os custos salariais () daí resultando uma subida generalizada dos preços (P) e subsequente descida dos salários reais (W/P). Para um salário real mais baixo haverá menos trabalhadores dispostos a trabalhar e, por isso, o desemprego aumentará (un).

Este aumento do desemprego natural reflectir-se-á numa diminuição da produção natural (Yn) e na deslocação da AS de médio prazo para a esquerda. A diminuição da oferta agregada gera um excesso de procura que se originará uma subida do nível geral de preços como o gráfico em baixo ilustra.

Conclusão

Da análise feita anteriormente podemos concluir que, no médio prazo, um choque negativo da oferta, como o aumento do preço da electricidade, tem um impacto negativo sobre a produção e o emprego na economia, agravando o desemprego e gerando inflação.
A política económica de estabilização seria impotente para eliminar totalmente os efeitos nocivos deste tipo de choques. Seria possível conter o crescimento dos preços com uma política contraccionista, mas seria impossível eliminar o efeito negativo sobre a produção e o emprego.


Reflexão: Apesar do tema de Macroeconomia não ser propriamente relacionado com o tipo de conteúdos usuais que Projecto Multidisciplinar I aborda, este trabalho foi muito exigente, tal como o esperado. Saber da importância que este tinha na avaliação fez-me aumentar o rigor e correcção com que fiz o trabalho, não só com o conteúdo deste, mas também com a forma como o apresentava, tendo procurado fazer um texto sem muitos floreados, e que fosse acima de tudo eficaz em transmitir a matéria macroeconómica inerente aos exercícios. Penso que de outra forma, e tratando-se do tipo de matéria que se trata, o texto ficaria realmente confuso e muito difícil de analisar. Penso que este trabalho terá sido um dos mais exigentes mas que, por outro lado, menos faculdades de expressão escrita terá trabalhado, pelo menos relativamente aos trabalhos habituais que são realizados na cadeira.

domingo, 30 de maio de 2010

O decorrer da cadeira

Após a entrega do Resumo do "tesouro" lembro-me de pensar que teria de me empenhar bastante no trabalho de meio do semestre e que, a partir daí, já uma parte importante do trabalho estaria feito. Talvez por estar a repetir a cadeira pela segunda vez, julgo que consigo obter uma perspectiva geral muito mais exacta de como esta funciona e de como, na realidade, temos de nos empenhar não só a completar os trabalhos, mas também ao fazê-lo com qualidade, sendo que esse esforço será recompensado no fim do semestre. Concluo que foi esse um dos erros que cometi no ano passado, e que o meu desleixo e distracção poderiam ter sido evitados. Pelo menos, julgo ter aprendido a lição desta vez.

Resumo - Texto do "tesouro"

A utilização da Internet levou a uma melhoria da eficiência e profundidade no ensino, no entanto, acabou por provocar também um “boom” no plágio a nível académico. Apesar de os professores disporem de algumas ferramentas para combater este fenómeno, o melhor método passa mesmo por apelar à moral e bom senso dos alunos, recorrendo a diferentes teorias éticas para suportar os seus esforços e colocá-los num verdadeiro dilema ético quando pensam em plagiar. No conjunto destas teorias encontram-se a da deontologia utilitarista, do interesse próprio racional, do Machiavellianismo, entre outras. Posto isto, o objectivo deste texto passa por tentar perceber a justificação ética que os alunos encontram quando ponderam plagiar algo e, de forma mais específica, encontrar as teorias que tanto suportam o acto de plágio, como as que levam ao seguimento das instruções dos docentes. Estes aspectos têm tremenda importância, não só pela perspectiva de dar alguma ajuda e indicar soluções no combate ao plágio, como também para tentar corrigir, desde a idade escolar, comportamentos imorais e desprovidos de ética, que ao manterem-se passariam para o mercado de trabalho e para o seio das organizações.
Num ponto de vista histórico, de forma a contextualizar esta temática, podemos observar que o plágio sempre foi muito mal visto e indesejado nos círculos académicos ocidentais. Surgiram então duas abordagens opostas a esta questão: por um lado Mandall, com uma oposição moral categórica a este tipo de actos, classificando-os como “roubos intelectuais”, por outro surgir Mark Randall, contrapondo o primeiro ao relativizar o acto de plágio, classificando-o como um comportamento “normal” dos alunos de forma a mostrarem a sua revolta contra a hegemonia e comando dos professores e instituições de ensino e, portanto, desculpabilizando este tipo de atitudes.
Mas foi com o aparecimento da prensa (sec. XV) que este tema se tornou mais sério e se modificaram os conceitos de autoria e plágio, sendo pela primeira vez estabelecidos direitos de autor (“Copyright”) em 1662. Como se pode ver, o plágio é um fenómeno já muito antigo, mas foi com a Internet que este atingiu novas proporções. De facto, com esta revolucionária ferramenta, o plágio passou de um acto cuidado e que requeria um certo grau de perícia, para algo bastante acessível e rápido e, em muitos casos, demasiado tentador. Apesar disso, os alunos têm consciência que é um acto incorrecto, arranjando métodos neutralizadores da sua culpa, e que possam desculpabilizá-lo.
À volta deste processo de juízo moral feito pelo aluno foram então deduzidas teorias éticas das quais se destacam seis: Deontologia – baseia-se nas leis e regras e no seu cumprimento. Logo, sendo o plágio contra as regras de, por exemplo, instituições de ensino, este é sem duvida considerado como um acto moralmente errado; Utilitarismo – esta teoria assenta numa reflexão lógica dos prós e dos contras de uma determinada acção, sendo portanto uma filosofia que pode ser abonatória do plágio, sendo que na perspectiva de um aluno o plágio pode trazer-lhe melhores notas sem que ninguém seja prejudicado, tornando-a uma acção beneficiária e, desta forma, enquadrada na ideologia utilitarista; Interesse Próprio Racional – aborda as acções como ferramentas de interesse próprio e de troca na mesma proporção, retribuindo, portanto, a acção de alguém com outra de valor similar. Assim sendo, o plágio poderia ser considerado válido se o indivíduo considerasse que havia pontos que justificassem a sua acção, como a falta de empenho de um professor ou a irrelevância do trabalho que, portanto, não mereçam o empenho do mesmo; Machiavelismo – os apologistas desta doutrina justificam qualquer acção com o seu próprio ganho, não se interessando pelos outros. Desde que uma acção os beneficie então o valor moral desta é completamente irrelevante, sendo levada a cabo sempre que surjam oportunidades; Relativismo Cultural – tendo os seus alicerces no contexto cultural de cada um, o plágio poderá encontrar refúgio nos seguidores desta linha de ideias se o seu passado cultural e educacional não for punitivo em relação a este. Para diferentes culturas, diferentes regras; Éticas contingentes ou situacionais – a situação específica pode afectar o dilema ético em que o aluno se vê, escapado geralmente para justificações que estão fora do seu controlo.
Após feito um estudo sobre o plágio nos sistemas de ensino, estas seis teorias foram evocadas pelos alunos, com uma grande maioria a admitir o seu erro e a desculpar-se por tê-lo feito (deontologia). Deste estudo foram também analisadas outras variáveis que pudessem afectar o acto/ou não de plágio, como o sexo, a etnia, a escola, entre outras.

Reflexão: Este trabalho foi uma verdadeira provação á capacidade analítica. Foi de facto um pouco extenuante conseguir reduzir um texto tão extenso apenas para uma página, no entanto penso que o resultado final foi positivo. Não só senti que consegui desenvolver bem a actividade, como foi bom perceber que mesmo com um trabalho exigente o resultado final foi positivo. Numa nota final um pouco mais leve, quase que se pode dizer que este trabalho também desenvolve algum espírito de sacrifício, que pelo menos por mim foi sentido. Por fim, achei também curioso o texto abordar o tema do plágio, sendo esse um item tão discutido hoje em dia nas escolas e universidades, e acima de tudo uma realidade para estudantes como nós.

Caça ao Tesouro

Após estes trabalhos surgiu a actividade da caça ao tesouro. Não tive grande dificuldade em completar a actividade, o que me deixou bastante satisfeito porque percebi que afinal ainda me lembrava das coisas que tinham sido demonstradas no ano passado. Apercebi-me também dessa diferença por observar também que os meus colegas de primeiro ano revelaram um pouco mais de dificuldade do que eu na pesquisa das respostas, por ainda não estarem tão familiarizados com os sistemas de pesquisa da Católica.

Resumo - texto de Orwell

Tem havido uma tendência de desresponsabilizar a sociedade pela decadência da civilização, culpabilizando-se a má utilização da língua como um dos factores mais influentes para a ocorrência desse fenómeno. Neste caso, verifica-se que o declínio da correcção linguística acompanha, quase de forma proporcional, o declínio civilizacional.
No entanto, é um facto que a utilização incorrecta da linguagem é uma das causas para uma decadência social abrangente a várias áreas, entre as quais áreas tão importantes como a economia ou a política. A má utilização da linguagem pode indiciar uma forma errada de pensar, privilegiando o facilitismo á correcção. Este torna-se um mau hábito, mas que pode ser evitado por todos.
Um dos erros comuns encontrados nos textos é serem demasiado vagos, não especificando e aprofundando o assunto o suficiente, acabando por não conseguir transmitir a ideia fundamental do texto. A maior preocupação na construção dos textos é fazer com que as frases pareçam bem, em vez de transmitirem conceitos propriamente ditos. Desta forma os textos são completamente enviesados do seu propósito original, tornando-se antes num conjunto de frases quase estereotipadas, devido aos maus e facilitistas hábitos linguísticos que as pessoas adquirem.
Na sequência disto, deparamo-nos também com a chamada “metáfora moribunda”. Dá-se este nome, já que a utilização da metáfora passou a fazer-se de uma forma tão vulgar e comum, com perda de grande parte do seu significado. De certa forma, passou a utilizar-se a metáfora só porque fica bem e, supostamente, enriquece um texto, quando na verdade acaba por se tornar apenas numa expressão textual desprovida de sentido e que em nada contribui para o desenvolvimento do assunto que o texto trata.
Quanto aos operadores, estes são ferramentas utilizadas na substituição de nomes e verbos, supostamente completando de uma melhor maneira as frases. A questão é conseguir-se manter um nexo na utilização destes, ou as frases acabam por ser demasiado corrompidas, o que produz um efeito contrário ao que seria suposto.
Com frequência recorre-se também a um processo quase elitista de transformação das frases, ou seja, recorre-se a palavras menos usuais e mais eruditas e compostas na construção do texto. Isto, em conjunto com os frequentes estrangeirismos, transformam um texto simples numa amálgama de expressões e frases quase desconexas e desadequadas. Estes factores em muito contribuem para que o resultado final sejam os textos confusos e vagos, dos quais se falou anteriormente.
Um pouco na sequência desta “moda”, deparamo-nos com a deturpação do sentido de algumas palavras que enchem com frequência os textos. Concretamente, ao utilizar determinadas palavras, não se faz necessariamente referência ao seu sentido literal, mas antes á conotação, positiva ou negativa, que estas possam ter. Desta forma o autor pode, deliberadamente introduzir estes truques para compor o texto da forma que lhe for mais conveniente, retirando depois imparcialidade á análise que o leitor irá fazer.

Reflexão: Este foi um dos trabalhos que não entreguei durante o período de avaliação. Percebo agora a sua importância, na medida em que nos ajudava bastante na preparação para o resumo do "tesouro" que foi feito depois. Felizmente, penso ter alguma facilidade em executar este tipo de resumos, mas é sempre importante praticar esta faculdade, na medida em que é crucial saber sintetizar e identificar o mais importante quando observamos um texto. Para além disso,este será um processo que teremos de efectuar repetidamente ao longo da nossa vida profissional.